terça-feira, 27 de maio de 2014

O Horror em Red Hook



Sinopse da editora: Como em seus outros livros, esse mestre indiscutível do terror foge das idealizações do Bem e da abominação do Mal, mergulhando suas personagens num mundo de sombras, de sonhos, de pesadelos, para construir uma arquitetura maravilhosa e de seres que, ao desafiar sua condição mortal, se lançam a viagens e aventuras à procura do autoconhecimento, da imortalidade, do poder divino, encontrando muitas vezes a sua própria destruição. Um clássico!











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Livro de graça, com a promessa da rapidez e de novidade em relação aos gêneros que mais leio, quase sempre me cooptam. Aí, resolvi ler.
Especialmente se toda a promessa se refere à literatura de horror, com a qual até hoje não consegui fazer contatos e vinculações de qualidade, nem literária, nem cinematograficamente.
Havia também a curiosidade sobre o autor. Havia lido sobre ele na adolescência e sempre tive uma curiosidade latente por conhecê-lo, especialmente por ter uma produção tão precoce.
Contudo, foi um livro difícil de ler. Leitura durante a qual persistiu a sensação de que existem limites bastante claros para que a expressão de preconceitos, parcialidades e visões de mundo de um autor sejam toleradas ou relativizadas em prol da qualidade do livro.
Todo livro me pareceu um só argumento de agressão a imigrantes, a todos os não-europeus que ousam circular pelo mundo, adentrar com sua cultura à sagrada Europa.
A descrição dos personagens, o desenrolar da história, me parecem apenas desculpas para a crítica a estrangeiros e suas diferenças. Ou, antes, me causou um mal estar tal o fato de a figura do outro estrangeiro neste lugar da barbaridade, do oculto e inculto que nada mais pude aproveitar.
Eu não sei nem falar desse livro, nem fazer minha crítica leiga. Não leia.

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